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A morte de Al Jarreau, um grande mestre do jazz e R&B

13 FEV 2017
13 de Fevereiro de 2017
Havia algo de sobrenatural em uma performance de Al Jarreau, que morreu no domingo, 12, aos 76 anos, de causas ainda não divulgadas. Ele foi internado na quarta-feira, dia 8, em Los Angeles, EUA, com sintomas de exaustão.

Menino de Milwaukee, nos EUA, usaria o que via quando criança ao lado do pai, vigário em uma igreja protestante de seu bairro pela vida toda. Se não se tornaria um cantor de soul tradicional, Jarreau faria suas hipnoses a cada vez que subisse a um palco, a partir de 1975, ano em que foi descoberto por emissários da gravadora Warner em um café de Los Angeles.

É daquela época um de seus vídeos mais impressionantes, felizmente acessíveis no YouTube. Jarreau cantando Take Five, de Dave Brubeck, para uma TV alemã, em 1976, tem tamanho poder de conversão que faria o pai protestante invejá-lo do próprio ofício. Sua boca emitia sons que pareciam retirados de várias pessoas, em timbres e extensões que se revezavam em características. Seu corpo - pés, mãos e olhos - pareciam cantar juntos com a voz.

Há um movimento de crossover que pode ter impedido Jarreau de ser plenamente apresentado ao mundo. Em algum momento de sua carreira, em meados dos anos 1980, o cantor com características para vencer no jazz rumou para gravações de conceito mais pop, conseguindo o auge com Morning. Ao Brasil, ele veio para o Rock in Rio em 1985 cantar com James Taylor e George Benson, quando já era um superstar. Mesmo habitando o mundo das rádios, conseguiu preservar sua dignidade e sua característica de improvisador.

Al Jarreau voltaria várias vezes ao país. Em uma delas, cantou com Djavan no Heineken Concerts de 1997. Sua última vinda ao País foi em 2015, quando se apresentou no Festival de Jazz Rio das Ostras no Rio, com passagens pelo HSBC Music Hall de São Paulo. Um retorno estava previsto para março deste ano. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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